A 3.450 metros acima do nível do mar, abre-se um dos cartões postais mais impressionantes do norte da Argentina: 212 quilômetros quadrados de sal branco que desaparecem no horizonte, sob um céu azul que não pode ser visto em nenhum outro lugar. As Salinas Grandes foram formadas há milhões de anos pela evaporação de antigas lagoas carregadas de sais vulcânicos e hoje continuam a ser trabalhadas manualmente pelas comunidades da região.
A visita é acompanhada por guias das comunidades locais, que explicam o processo de extração, levam você às piscinas e mostram os Ojos del Salar: fontes naturais de azul-turquesa profundo que contrastam com a brancura absoluta. O passeio dura entre uma e duas horas. Entre janeiro e março, quando chove, uma fina camada de água transforma a planície de sal em um espelho perfeito do céu.
O acesso é feito pela Rota Nacional 52, totalmente pavimentada, subindo a Cuesta de Lipán. É aconselhável trazer óculos escuros, protetor solar e casaco: o sol alto bate forte e o vento não diminui.
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Salinas Grandes: o deserto branco da Puna
Salinas Grandes: o deserto branco da Puna — Cochinoca, Puna


